Núcleo do Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça — IORM

Castelinho
de Orlândia

"Nem toda arquitetura esta nas paredes" Maura Robusti

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Castelinho de Orlândia

Arquitetura eclética, marcada pela combinação de estilos,
pela riqueza ornamental e pela imponência de suas formas.

O Castelinho de Orlândia reúne história, arquitetura, paisagem e memória em um conjunto de grande valor simbólico para a cidade. Construído em 1916 como Villino Leonor, o edifício revela a força da arquitetura eclética, marcada pela combinação de estilos, pela riqueza ornamental e pela imponência de suas formas. Seus detalhes arquitetônicos e paisagísticos ampliam a experiência de quem visita o espaço.
Hoje, revitalizado e dedicado à cultura, à educação, às artes e à cidadania, o Castelinho preserva sua identidade histórica ao mesmo tempo em que se abre para novos usos sociais. É um espaço em que o passado permanece vivo, o presente ganha significado e o futuro encontra inspiração.

A emoção da reinauguração

Josimara Ribeiro de Mendonça - discurso de inauguração

Josimara Ribeiro de Mendonça
Fundadora do IORM

“Boa noite a todos!”

É com imensa alegria e profunda gratidão que, mais uma vez, abrimos as portas do nosso querido Castelinho para receber amigos, autoridades, patrocinadores, parceiros, apoiadores, embaixadores do bem e toda a comunidade. Sejam todos muito bem-vindos.

Esta é uma noite muito especial. Hoje não inauguramos apenas uma nova ala. Hoje celebramos sonhos que resistiram ao tempo, pessoas que acreditaram em uma causa e uma história construída ao longo de mais de vinte anos de dedicação à transformação de vidas.

Há duas décadas, iniciávamos uma jornada movida por uma convicção simples, mas poderosa: a de que a educação, a cultura, o esporte e o acesso às oportunidades podem mudar destinos. Ao longo desses anos vimos crianças crescerem, famílias se fortalecerem e talentos florescerem. E hoje, ao olharmos para esse novo espaço, percebemos que cada desafio enfrentado valeu a pena.

Costumo dizer que este castelo não pode ser apenas o sonho de uma criança. Ele precisa ser o sonho de todas as crianças que continuam existindo dentro de nós, independentemente da idade que tenhamos. Que cada pessoa que entrar por essas portas encontre acolhimento, aprendizado, inspiração e a oportunidade de construir um futuro melhor.

Neste espaço, nossa comunidade terá acesso à cultura, à música, à dança, à culinária, ao esporte e à literatura com qualidade, respeito e dignidade. Que este não seja um castelo de contos de fadas, onde tudo é imaginário e distante. Que seja um castelo real, onde sonhos tomam forma através do conhecimento, do trabalho, da disciplina e da esperança. Que daqui saiam cidadãos preparados para enfrentar os desafios do mundo real, mas sem jamais perder a sensibilidade, a criatividade e a capacidade de sonhar.

O Instituto carrega o nome de Oswaldo Ribeiro de Mendonça não apenas como uma homenagem. Carrega um compromisso. Um compromisso de honrar diariamente os valores que ele nos deixou: a generosidade, o respeito às pessoas, a crença no poder transformador da educação e a certeza de que sempre podemos fazer mais pela nossa comunidade.

Se hoje estamos aqui, é porque muitas mãos ajudaram a construir esta história. Nenhuma obra como esta é construída por uma única pessoa. Por isso, faço questão de agradecer aqueles que caminharam conosco nesta jornada.

Aos arquitetos Ricardo e Viviane Del Lama, que transformaram ideias em espaços acolhedores, funcionais e inspiradores. À querida Wilnes, que através de sua sensibilidade e talento conseguiu mobilizar amigos e fornecedores para dar alma, beleza e identidade a cada ambiente. Ao deputado federal Marcos Feliciano, que tem contribuído continuamente para que nossos projetos sigam crescendo e alcançando cada vez mais pessoas.

Aos patrocinadores e doadores por meio das Leis de Incentivo, que acreditaram em nossa missão e tornaram possível esta realização. Aos nossos colaboradores, conselheiros, educadores e equipe técnica, que diariamente dedicam seu talento e sua energia para ampliar horizontes e transformar vidas. Aos nossos voluntários, que oferecem aquilo que temos de mais precioso: o nosso tempo.

Ao Projeto Guri e ao Senac, parceiros que compartilham conosco os mesmos valores e a mesma crença no poder transformador da educação e da cultura. À querida amiga Dalzira Trajano, que nos presenteou com o magnífico lustre que hoje ilumina este espaço e que representa simbolicamente a luz que queremos levar para tantas vidas.

Gostaria também de prestar uma homenagem especial, in memoriam, ao saudoso Dr. Maurício Estelita. Seu nome ficará eternizado em nossa praça como forma de gratidão e reconhecimento. Dr. Maurício jamais mediu esforços para colaborar com o Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça e com a Casa da Criança de Ipuã. Seu exemplo de generosidade continuará vivo entre nós.

Há ainda uma coincidência — ou talvez um daqueles encontros que só a vida é capaz de proporcionar — que torna essa noite ainda mais especial. O Sr. Cyro Armando Catta Preta não está presente fisicamente entre nós, mas sua presença pode ser sentida em cada canto deste Castelinho. Além do poema que eternizou este prédio tão importante para a história de Orlândia, escolhemos registrar em uma de nossas paredes um poema que ele dedicou ao meu pai, Oswaldo Ribeiro de Mendonça.

De alguma forma, os caminhos deles voltam a se cruzar aqui. Um homem que dedicou sua vida à educação, ao desenvolvimento humano e à transformação social. Outro que dedicou sua vida à cultura, à literatura, à preservação da memória e ao amor por nossa cidade. Ter as palavras de Cyro homenageando meu pai dentro deste espaço é uma forma de unir passado, presente e futuro. É uma forma de lembrar que as construções permanecem, mas os valores que as inspiram permanecem ainda mais.

Antes de encerrar, gostaria de compartilhar uma lembrança muito especial. Pouco antes da publicação de seu livro Querença, tive a honra de ser convidada para uma tarde inesquecível na casa do Sr. Cyro. Já bastante debilitado, mas com a lucidez, a sensibilidade e o amor por Orlândia que sempre o acompanharam, ele me fez um pedido que guardo até hoje com enorme emoção: que, caso não estivesse presente para o lançamento de seu livro, eu representasse sua voz naquela noite de autógrafos.

Naquele encontro, o Sr. Cyro despertou algo em mim que talvez eu mesma ainda não conseguisse enxergar. Falou sobre pertencimento, sobre amor à cidade, sobre legado e sobre a responsabilidade que cada geração tem de cuidar daquilo que recebe e deixar algo melhor para aqueles que virão depois. Suas palavras me marcaram profundamente porque traduzem o que também acreditamos aqui no Instituto.

Por isso, nesta noite tão especial, considero uma honra recordar suas palavras através do poema que eternizou este lugar.

CASTELINHO
“Na esquina da Avenida do Café,
Autêntica mansão, na pequenina
Orlândia, na cidade pondo fé,
O Doutor Vasconcelos, bem na esquina,
Ergueu seu Castelinho, que ainda hoje é
Uma histórica imagem orlandina,
Que desafia o tempo e está de pé,
Com seu mirante a olhar pela colina.
A cidade, a lembrança do advogado
Que tanto amou Orlândia no passado,
Continua ali viva a estimular,
Com seu exemplo, as novas gerações
A serem da cidade guardiões.”

Hoje, ao inaugurarmos esta nova ala, penso que o Castelinho continua cumprindo exatamente a missão descrita por Cyro. Ele permanece de pé não apenas como patrimônio arquitetônico, mas como símbolo de tudo aquilo que podemos construir quando unimos sonhos, trabalho, generosidade e amor pela nossa comunidade.

Há construções que são feitas de tijolos, concreto e paredes. Outras são feitas de afeto, memória, propósito e pessoas. O Castelinho é as duas coisas. Ele preserva a história de Orlândia, homenageia aqueles que vieram antes de nós e abre portas para aqueles que ainda estão por vir.

Que as próximas gerações encontrem aqui oportunidades, conhecimento, cultura e esperança. E que, daqui a muitos anos, quando olharem para esse lugar, possam dizer que nós também fomos bons guardiões desse legado.

— Josimara Ribeiro de Mendonça
Castelinho
Alunas do Castelinho de Orlândia junto à fonte

Castelinho Orlândia

Há lugares que atravessam o tempo
porque guardam histórias...

Outros permanecem vivos porque continuam acolhendo sonhos. O Castelinho de Orlândia reúne essas duas forças: é memória construída em pedra, jardim, varanda e afeto; mas é também futuro em movimento, aberto à comunidade e comprometido com a transformação de vidas.

Inaugurado como Núcleo do Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça — IORM em 2016, o Castelinho iniciou uma nova etapa de sua história pelas mãos de sua idealizadora e fundadora, Josimara Ribeiro de Mendonça.

Naquele momento, a edificação, originalmente nascida em 1916 como Palacete Villino Leonor, deixava de ser apenas um marco arquitetônico de Orlândia para se tornar, de forma plena, um espaço de arte, cultura, educação e cidadania. Josimara traduziu o sentimento que sempre acompanhou essa construção: o Castelinho “enfeita o centro da cidade”, traz de volta “a poesia de uma Orlândia que não volta mais” e, ao mesmo tempo, “dá as boas-vindas ao futuro”. Essa visão permanece como essência do projeto. O Castelinho não foi apenas restaurado; ele foi devolvido à cidade com um propósito social, humano e coletivo.

Dez anos depois, o IORM volta a entregar à comunidade o novo Castelinho: ampliado, revitalizado e preparado para acolher novos caminhos. Seus espaços respeitam a tradição, preservam a memória de todos que fizeram parte de sua história, mas se abrem para o novo com a coragem de quem acredita que patrimônio só cumpre sua função mais profunda quando se torna oportunidade.

Espaços

Biblioteca Castelo de Ideias
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Biblioteca Castelo de Ideias

A Biblioteca Castelo de Ideias nasce como território de imaginação, leitura e conhecimento.

Cozinha Gastronômica
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Cozinha Gastronômica

A Cozinha Gastronômica transforma aprendizagem em possibilidade de trabalho, autonomia e geração de renda.

Espaços de vivência
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Espaços de vivência

As salas de aula para dança e música dão corpo, ritmo e voz aos talentos da comunidade. Os espaços de vivência convidam ao encontro, à convivência e à construção de vínculos.

Praça Tamarineira
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Praça Tamarineira

A Praça Tamarineira Mariana Ribeiro de Mendonça Camargo preserva a natureza como lugar de sombra, memória e permanência.

Jardim Professor Maurício Estelita
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Jardim Professor Maurício Estelita

O Jardim Professor Maurício Estelita celebra o cuidado paisagístico e a harmonia entre arquitetura e ambiente.

Frontão da fachada
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Salas de Aula

O frontão da fachada do Castelinho traz a data marcada de inauguração do prédio: 1916.

O novo Castelinho renasce como um espaço de encontro, memória e futuro. Suas portas estão abertas para gerar oportunidades reais para crianças, adolescentes, jovens, famílias e toda a comunidade, por meio de experiências de arte, leitura, cultura, formação profissional e cidadania. Cada ambiente foi pensado para ampliar horizontes e fortalecer o desenvolvimento humano.

Elementos que contam a história

Jardim Paisagista
Maurício Estellita

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O jardim do Castelinho recebeu o nome Paisagista Maurício Estellita, em homenagem ao profissional responsável pela jardinagem do espaço. Integrado à arquitetura histórica da edificação, o jardim valoriza a presença da natureza como parte essencial da experiência do visitante, criando um ambiente de contemplação, acolhimento e convivência.

Além de elemento ornamental, o jardim reforça a relação entre memória, paisagem e pertencimento. Sua presença contribui para preservar a atmosfera afetiva do Castelinho, conectando o edifício ao seu entorno natural e à história de Orlândia.

Jardim Paisagista

Chafariz
Século XX

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O chafariz do Castelinho remete aos elementos urbanos característicos do início do século XX, período em que essas estruturas uniam utilidade pública e forte apelo decorativo. No Brasil, os chafarizes eram associados ao abastecimento, à modernização do saneamento e ao embelezamento das cidades, tornando-se também pontos de encontro e marcos da vida urbana.

Influenciados pelas correntes eclética e Art Nouveau, os chafarizes desse período combinavam ornamentação, elegância e funcionalidade. No Castelinho, o chafariz contribui para preservar a atmosfera histórica do conjunto, evocando uma época marcada pelo diálogo entre tradição, progresso e sensibilidade estética.

Chafariz

Escada
Santos Dumont

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A Escada Santos Dumont é um dos elementos arquitetônicos mais singulares do Castelinho. Ela une os andares da edificação à varanda e se destaca por sua solução engenhosa de circulação vertical, marcada pela economia de espaço e pelo desenho alternado dos degraus.

Batizada com o nome de seu criador, o inventor brasileiro Alberto Santos Dumont, esse modelo apresenta uma inclinação mais acentuada do que a de uma escada convencional, funcionando como um meio-termo entre a escada inclinada tradicional e a escada vertical. Seus degraus possuem recortes intercalados, alternando a pisada entre o pé direito e o pé esquerdo, o que permite reduzir o comprimento da estrutura e otimizar o uso da área disponível.

Projetada originalmente por Santos Dumont no início do século XX para sua residência em Petrópolis, conhecida como Casa Encantada, a escada foi criada como uma resposta prática e inventiva a um problema de espaço. No Castelinho, ela reforça o diálogo entre funcionalidade, criatividade e memória histórica, revelando como a arquitetura pode transformar desafios construtivos em soluções originais e elegantes.

Escada Santos Dumont

Frontão
da fachada

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O frontão da fachada do Castelinho traz a data marcada de inauguração do prédio: 1916.

Frontão

"Nem toda arquitetura
está nas paredes."

— Maura Robusti

A verdadeira essência de um espaço reside no impacto positivo, nas conexões humanas e nas vivências que ele proporciona. A frase de Maura Robusti revela a grande vocação do Castelinho. Sua beleza não está apenas na imponência da construção, nos ornamentos, na escada, nos jardins ou na paisagem que o cerca.

Sua arquitetura mais importante acontece nas relações que ele possibilita, nos encontros que abriga, nas crianças que descobrem a arte, nos jovens que encontram formação, nas famílias que acessam cultura e conhecimento, e na comunidade que reconhece ali um lugar de pertencimento.

Espaços que transformam arquitetura em ambientes de desenvolvimento. Neste lugar de memória, novos ambientes transformam a beleza arquitetônica em oportunidades reais de desenvolvimento humano. O Castelinho deixa de ser apenas contemplado de fora para ser vivido por dentro.

Ele se torna casa de aprendizagem, palco de descobertas, abrigo de experiências e ponto de encontro entre gerações. Ao celebrar esta nova etapa, o IORM homenageia todos que fizeram parte da história deste espaço e renova seu compromisso com a inclusão social, o pertencimento e o futuro.

Porque cada criança que atravessa suas portas, cada jovem que encontra uma oportunidade, cada família que se sente acolhida e cada pessoa que reconhece ali um pedaço de sua cidade confirma a verdadeira função social do Castelinho.

O Castelinho renasce para Orlândia
como símbolo de uma história que não se encerra.

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Castelinho de Orlândia

Avenida do Café, 605 - Centro, Orlândia-SP

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